aqui fica uma palavra para o caminho desta semana
(é do nosso Amado JP2 como não podia deixar de ser!!!):
A pergunta é o fruto duma busca. O homem procura a Deus. O jovem compreende no fundo de si mesmo que esta busca é a lei interior da sua existência. O ser humano procura o seu caminho no mundo visível; e, através do mundo visível, procura o invisível ao longo da sua peregrinação espiritual. Cada um de nós pode repetir as palavras do salmista: «É a Vossa face, Senhor, que eu procuro; não escondais de mim o Vosso rosto » (Sl 27/26, 8-9). Cada um de nós tem a sua história pessoal e traz em si o desejo de ver a Deus, um desejo que se experimenta ao mesmo tempo que se descobre o mundo criado. Este mundo é maravilhoso e rico, desvela diante da humanidade as suas inumeráveis riquezas, seduz, atrai a razão tanto quanto a vontade. Mas, no final das contas, não colma o espírito. O homem dá-se conta de que este mundo, na diversidade das suas riquezas, é superficial e precário; num certo sentido, está destinado à morte. Hoje tomamos mais consciência da fragilidade da nossa terra, com muita frequência degradada pela própria mão do homem, a quem o Criador a confiou.
Quanto ao homem mesmo, ele vem ao mundo, nasce do seio materno, cresce e matura; descobre a sua vocação e desenvolve a sua personalidade ao longo dos seus anos de actividade; depois, aproxima-se o momento em que deve deixar este mundo. Quanto mais longa é a sua vida, tanto mais o homem sente a sua própria precariedade, tanto mais faz a pergunta sobre a imortalidade: o que existe para além das fronteiras da morte? Então, no profundo do ser, surge a pergunta feita Àquele que venceu a morte: «Rabbi, onde moras?». Mestre, Vós que amais e respeitais a pessoa humana, Vós que partilhastes o sofrimento dos homens, que desvelais o mistério da existência humana, fazei-nos descobrir o verdadeiro sentido da nossa vida e da nossa vocação! «É a Vossa face, Senhor, que eu procuro; não escondais de mim o Vosso rosto» (Sl 27/26, 8-9).
Continuai a contemplar a glória de Deus, o amor de Deus; e sereis iluminados para construir a civilização do amor, para ajudar o homem a ver o mundo transfigurado pela sabedoria e o amor eternos.
Perdoados e reconciliados, sede fiéis ao vosso baptismo! Testemunhai o Evangelho! Como membros da Igreja, activos e responsáveis, sede discípulos e testemunhas de Cristo que revela o Pai, permanecei na unidade do Espírito que dá a vida!