Testemunho pessoal....

Sou a Susana Marques, tenho 24 anos e faço parte do Grupo Missionário João Paulo II. Fiz parte do grupo de 10 jovens que o ano passado acompanhou o Padre Luís Miranda no mês de Agosto a Chapadinha. Este ano regressei… Por isso e tendo em conta que se inicia hoje o mês missionário, quis partilhar o meu testemunho pessoal, o que foi regressar a Chapadinha este ano!


Voltar a Chapadinha, foi algo de muito especial….
Perceber que as pessoas ainda não se tinham esquecido das caras do ano passado foi para mim sinal de que o trabalho realizado, foi muito bem recebido por todos aqueles que estiveram envolvidos.
Voltar a entrar na “nossa casa” foi das coisas que mais me marcou, aqueles foi um dos meus grandes refúgios o ano passado, onde pude sorrir com o pessoas, onde pude brincar, divertir-me, onde pudemos ir partilhando o nosso estado de espírito, em pequenos momentos de partilha ou simplesmente através da oração, foi onde aprendi um pouco do que é viver em comunidade!
Depois foi o regressar a bairros onde trabalhámos o ano passado! O bairro do Campo Velho, Bairro da Correntes, Bairro de Nossa Senhora Aparecida… Dei por mim a pensar, “…um ano depois cá estou eu de novo…”, a dispor-me mais uma vez ao serviço do outro, com o coração cheio de alegria…
O Bairro da Corrente foi este ano, a nossa “ segunda casa ”… Quase todo o nosso trabalho era com aquela comunidade, uma comunidade que não se cansou de nos ajudar todos os dias ao acompanharem-nos nas visitas ás famílias, na visitas ao doentes, na preparação da capela, onde celebrávamos eucaristia todos os dias, na preparação das catequeses para as famílias, na preparação do espaço exterior á capela onde celebrámos missas campais na semana do festejo de São Raimundo Nonato.
Um dos momentos que mais me marcou foi a minha ida ao interior, com o Padre Casimiro (Padre da Boa Nova, em missão no Brasil há 30 anos) e o David (elemento do grupo missionário João Paulo II), onde pude estar com pessoas que só consigo descrever como genuínas, pessoas de uma gentileza que fazia impressão, depressa nos davam uma cadeira, um suco, comida, mesmo que houvesse pouca…. Posso dizer que ali as pessoas partilham do pouco que têm, tentando ajudar-se umas ás outras, nunca esquecendo que Deus está sempre a acompanhá-las. Apesar de só terem missa duas vezes por ano, devido a extensão territorial do interior, e aos poucos padres que estão em Chapadinha, estas pessoas, vão alimentando a sua fé com a oração do terço, que rezam em comunidade, com a celebração da palavra, com a catequese para as crianças, com o grupo de leitores, com o grupo de cantores, tendo sempre um elemento da própria comunidade a coordenar todas estas actividades.
Á semelhança do que aconteceu o ano passado, também este ano me foi solicitado que desse aulas de viola, sendo que este ano, foi um desafio um pouco diferente, porque a maioria dos meus alunos eram crianças… A vontade que cada uma delas tinha de aprender era muito maior que o facto de não terem uma viola em casa para treinarem… Não foi fácil ultrapassar aquela barreira, do que é normal para mim, ou seja terem uma viola, e conseguir entrar na simplicidade deles e fazer com que aquelas crianças durante uma hora pudessem sentir-se úteis e capazes de fazer algo de bonito!
Ajudei também a Diana e o Rui (elementos do Grupo Missionário João Paulo II) a prepararem um coro de 60 crianças, ensinando-lhes alguns cânticos portugueses, para nos últimos dias fazermos uma apresentação para toda a comunidade! O que posso dizer é que de facto aquelas crianças são a prova de que quando se quer muito uma coisa , conseguimos e a verdade é que este coro vai continuar a ter aulas com um professor de Chapadinha.
Mas claro, há um factor muito importante nesta missão, sem a qual tudo teria sido diferente, que é o grupo. De que me adiantava fazer missão do portão para fora, se na minha própria casa eu não vivo a missão? Por isso mesmo, para mim faz todo o sentido a vida em comunidade, porque afinal de contas a missão começa na nossa casa…. Este grupo ajudou-me muito a crescer como pessoa, a crescer como cristã a crescer dentro da própria comunidade. Foram eles que me ajudaram a fazer deste missão, algo de tão especial…
Agora regresso ao meu mundo, mas o meu coração continua em Chapadinha… Resta-me apenas esperar que um dia possa voltar…
A minha missão agora continua por cá, junto dos meus e dos que ainda se vão cruzar no meu caminho!

1 comentários:

Diana disse...

Como uma gota: pequena, leve e cheia de esperança, cada elemento do grupo JP2 voou para o Brasil em 2008. E juntos, tornaram-se a chuva que caiu em Chapadinha e fez crescer as sementes locais. Em 2009 voltaram e ajudaram uma vez mais a crescer uma comunidade, regando-a e transformando-a num conjunto de plantas viçosas.

As pequenas gotas, cá e lá, continuam a sua missão, levando um pouquinho de Deus a quem O aceita descobrir de coração aberto.

Continuem com o excelente trabalho! =)

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